O Mercantilismo e a Burguesia

A Europa, na época Moderna, viu nascer e florescer uma classe de pessoas que, diferentemente dos antigos nobres e senhores de terras, não estava enriquecendo as custas da produção agrícola e nem no acúmulo de terras. Essa nova classe, a burguesia, começava a ganhar muito dinheiro com a expansão comercial, que genericamente pode ser chamada de Mercantilismo.

O mercantilismo foi, como sabemos, responsável pelo enriquecimento europeu, pela consolidação das monarquias absolutistas, mas foi, igualmente, responsável pela ascensão da burguesia, a qual, a partir dos lucros gerados pela riqueza mercantil, foi-se tornando cada vez mais rica e independente da prática do Estado.

Assim, configurou-se a natureza contraditória do Estado absolutista. As mesmas práticas que levaram ao seu fortalecimento levaram também à ascensão da camada que acabou por destruí-lo.

O século 18 representa, na Europa, o clímax dessa contradição. Existem monarquias poderosas, nas quais o poder do rei confunde-se com a própria essência do Estado, tendo ao lado uma nobreza decadente e cada vez mais parasitária em relação às regalias que o Estado lhe concede. E há, ao mesmo tempo, uma burguesia rica, já liberta da necessidade de um Estado para implementar as condições para o seu crescimento.

Essa burguesia ascendente já não aceita mais o absolutismo e a intervenção do Estado na economia, consubstanciada nos princípios mercantilistas, nem os privilégios cada vez mais onerosos da nobreza, pagos com o dinheiro gerado pela ação econômica burguesa.

Gráfico do funcionamento do Mercantilismo

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Gilberto Salomão - Em Uol Educação - Ascensão da burguesia e crise do Antigo Regime
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